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Financiamento imobiliário com segurança

Veja como realizar o sonho da casa própria de forma mais rápida e eficiente

Publicado em 07 de Maio de 2019 às 01:11 AM

Se você acha que o momento não é bom para adquirir o seu imóvel próprio, nós vamos te dar alguns motivos de porque você deve rever esse conceito e ir em busca da realização do seu sonho. O primeiro deles é o reajuste do limite de financiamento imobiliário com uso do FGTS para adesão aos Programas de Apoio à Produção de Habitações, Carta de Crédito Individual (CCI) e Carta de Crédito Associativo (CCA). Agora o fundo pode ser utilizado para compra de imóveis de até 1,5 milhão de reais. Além dessa notícia, vale a pena considerar outros pontos para fazer um financiamento imobiliário de forma segura.

 

1.    Vá em busca do crédito do financiamento imobiliário antes de encontrar o seu imóvel

É possível agilizar o processo do seu financiamento, seja de casa ou apartamento. Consiga a carta de crédito antes de encontrar o imóvel, você terá pelo menos três meses para achá-lo depois que a instituição financeira der o aval. Caso a documentação do seu futuro imóvel esteja toda em ordem e o proprietário não tiver nenhuma pendência financeira, o banco libera o valor necessário para o fechamento do negócio.

É bom você começar a se programar com a documentação conhecendo como funciona o financiamento imobiliário. Atualmente qualquer brasileiro maior de 18 anos ou emancipado aos 16 pode se candidatar ao financiamento, caso comprove que é civil e economicamente capaz de arcar com os pagamentos.

O banco avalia alguns critérios, como a renda familiar bruta, restrições de crédito, histórico de financiamentos em nome do comprador e a compatibilidade entre todos estes aspectos e o valor do imóvel.

O ideal é fazer uma simulação para saber se você se encaixa em relação ao custo da casa que você tem em vista. Antes de mais nada, pense no quanto de comprometimento da sua renda você poderá dispor mensalmente. Lembre-se que o máximo permitido é de 30%.

Calcule também o valor máximo que você pode dar de entrada – quanto maior ela for, menor o valor das prestações ou o tempo de financiamento.

No site das instituições financeiras que trabalham com esse tipo de financiamento você deve encontrar um simulador, que deve ser preenchido com o valor total do imóvel, o valor da entrada e a quantidade de parcelas. O resultado permitirá que você tenha uma boa ideia se está no caminho certo ou precisa ajustar suas expectativas.

 

2. Busque economizar no financiamento imobiliário

Como em que qualquer outra relação de compra e venda, a comparação entre os serviços oferecidos é a melhor forma de você economizar no financiamento. Fique de olho pois você pode conseguir uma boa margem de redução de custos.

Um dos itens, por exemplo é o seguro obrigatório, que vem embutido nas parcelas da mesma forma que os juros. Ele varia de acordo com a instituição financeira, então atenção para conseguir a melhor oferta.

Outro comparativo que pode ser feito é o Custo Efetivo Total (CET), que representa todas as despesas e encargos incidentes nas operações de crédito. O que de fato vai ajudar você a economizar no financiamento é a escolha do menor CET.

Ainda nesse ponto de economizar outra decisão importante é: saiba escolher o sistema de pagamento. O Sistema de Amortização Constante (SAC) é a melhor opção para quem não quer pagar o dobro do valor do imóvel no final do financiamento por conta dos juros. Portanto, não deixe que o valor das primeiras prestações o engane. Pelo SAC há uma diminuição mais rápida do saldo devedor, porque ele começa com prestação mais altas que vão sendo reduzidas ao longo do financiamento imobiliário.

A maior entrada possível também pode ser sua parceira nessa compra. Hoje o valor mínimo da entrada para o financiamento casa é de 20% do valor do imóvel, mas o ideal mesmo, para economizar, é de pelo menos 30%. Se não tiver agora, junte por mais alguns meses. A economia pode chegar a até R$ 100 mil na hora de fechar o contrato.

 

3. Atenção na escolha do banco para o financiamento

Num geral os bancos costumam dar vantagens a quem é cliente. Dependendo do perfil do crédito os percentuais ao ano podem chegar a cair 1 ou 2 pontos para quem está disposto a se tornar correntista.

Olho vivo também no contrato, alguns bancos costumam incluir um dispositivo que prevê o aumento dos juros para quem atrasar o pagamento em mais de 15 dias ou cancelar algum dos serviços bancários contratados.

 

4. Cuidado com as armadilhas!

Vários pequenos detalhes precisam ser levados em consideração no financiamento, caso contrário eles se tornarão armadilhas negativas.

Uma delas é confundir a taxa nominal de juro com a taxa de juro efetiva. A nominal deve ser levada em conta apenas como uma referência, porque a efetiva é que é mais realista – ainda que não dê uma ideia efetiva do custo porque não inclui os seguros habitacionais, por exemplo.

Atenção também as informações obrigatórias que os bancos precisam dar aos clientes. Além da taxa de juro efetiva, eles também são obrigados a informar o CET, que também ajuda a uma comparação mais precisa. Ainda assim, ele também pode induzir ao erro.

A forma mais segura de identificar se aquele é mesmo o melhor negócio é comparar a soma das prestações mensais de todo o financiamento imobiliário – o que os bancos também são obrigados a fazer.

Qualquer diferença no custo pode significar uma economia significativa no bolso do comprador. Na soma das prestações, por exemplo, a diferença entre as condições apresentadas pode chegar a mais de 30%.

Na prática, isso significa que, nos financiamento imobiliários até R$ 500 mil, por exemplo, essa diferença pode passar de R$ 200 mil. Uma quantia nada simbólica.

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